PARA NÃO DIZER QUE NÃO FALEI DE FLORES

Dias atrás inventei de escrever em uma rede social que não desejava, mas, que alguém não chegaria a dezembro de 2015! Uns entenderam que eu estava desejando a morte do “alguém”, outros que pregava um golpe contra a democracia, que era uma manifestação de quem perdeu e outras sandices.

Quem sou eu, um escritor paroquial para ter tal poder de dar um golpe? Senti-me injustiçado mas ao mesmo tempo muito mais valorizado do que efetivamente sou.

Não precisa ser um adivinho nem desejar o mal para esse ou aquele, basta acompanhar minimamente o que acontece no país para entender que a coisa está “osca”. Alguns preferem achar que é uma oportunidade único do país se reinventar, mas fico pensando se ao fim haverá o que colar para formar outro país.

Um ministro do STF, que conhece como poucos as entranhas do poder federal disse que perto do escândalo da Petrobrás o mensalão deveria ter sido julgado pelo juizado de pequenas causas! A questão é saber se hoje, com as modificações feitas na composição do STF, teremos um Poder Judiciário à altura desse mega, hiper, super, extraordinário, espetacular escândalo de roubalheira e desvio de recursos públicos que alguns dizem ultrapassar 30 bilhões de reais.

No Brasil é fácil os chefes, que se beneficiam do poder enquanto ele está rendendo votos e elogios, dizer que “eu não sabia” quando as bandalheiras vêm a público.

Ora, se não sabia é mais culpado ainda, pois tinha obrigação legal de saber e deve ser punido com muito mais rigor por ter se omitido em saber.

Gostaria de saber como se consegue desviar trinta bilhões de reais assim, na cara dura, sem que os chefes saibam? Vivem onde os chefes, no mundo da lua? Ou eles acham que nós é que somos um bando de idiotas?

Mas, confesso, ouvir isso todo dia e falar sobre isso todo dia, cansa. O diabo é que os responsáveis contam exatamente com o nosso cansaço. Tem muita gente boa que simplesmente não quer mais ouvir falar de escândalos, e daí eles se fartam.

Muita gente se queixa que eu só falo nisso, o que não é uma mentira absoluta, mas também não é uma verdade absoluta.

Para que não digam que não falei de amenidades, é certo que temos aí um jardim de flores putrefatas. Tem gente que gosta, vai se fazer o quê?

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