MUITA CALMA NESSA HORA!

Toda manifestação acerca da sociedade é política, mas temos a obrigação de não transformar tudo o que dizemos, verbalmente ou por escrito, em uma manifestação político-eleitoral ou político-partidária.

A atividade político-eleitoral ou político-partidária é absolutamente legítima, prevista e protegida pela legislação e totalmente necessária em um regime democrático.

Não podemos nos deixar seduzir pelo discurso fácil de que todo político é desonesto e toda atividade política é ruim, por si só. Afinal, praticamente todas as atividades humanas são reguladas pela lei e essa é resultado da atividade político-legislativa, com mais ou com menos méritos.

Adianto que não sou político, não por preconceito, mas por reconhecer minha incapacidade para a atividade, de forma que me sinto absolutamente livre para dizer que, apesar de tudo, acredito que é possível, independente de quem ganhe as próximas eleições, construir um país melhor.

Basta examinar os programas dos mais de trinta partidos e veremos que, de uma forma ou de outra, todos defendem a liberdade, a igualdade, a dignidade e o progresso econômico e social, só que por caminhos diferentes, às vezes nem tanto.

A aproximação da Copa do Mundo tem exacerbado os ânimos, sendo que uns querem botar fogo em tudo e outros simplesmente se negam a discutir os exageros de gastos e os desvios astronômicos de verbas que, sem dúvida alguma, está acontecendo.

Nem uma coisa nem outra. Mal ou bem, a Copa está aí, batendo à nossa porta, o que nos obriga a receber bem os turistas externos e internos e a tentar não fazer um fiasco planetário, mas não podemos perder a capacidade de nos indignarmos com a roubalheira de dinheiro que, afirmo sem medo de errar, está acontecendo.

Vamos torcer para que o Brasil ganhe a Copa, mas mesmo que isso não ocorra, em algum momento vamos ter que enfrentar uma seleção muito mais forte que a Alemanha ou a Croácia: a corrupção que permitiu a construção de muitos estádios, a reforma de aeroportos e de obras viárias por todo o Brasil.

Então, um olho na Copa e outro nos cofres públicos, porque tem gente que acredita que estamos anestesiados e está metendo a mão, sem nenhuma cerimônia.

Muita calma nessa hora, mas de olhos bem abertos.

 

 

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