ATÉ QUE MORTE NOS SEPARE

 

 

Não tenho planos de morrer tão cedo e por isso luto desesperadamente para manter um mínimo de qualidade de vida. Como já disse, não queremos ficar velhos, mas fazemos de tudo para não morrer jovens.

Penso que pouquíssimas pessoas leem os necrológicos dos jornais e eu estou entre essas. Pode parecer um hábito mórbido, mas fui recompensado hoje ao ler uma notícia acerca da morte, com cerca de duas horas de diferença, de um casal que viveu junto por 66 anos. Uau!

Diz a nota que eles sempre falavam que não queriam continuar vivendo após a morte de um deles. Um foi internado em hospital e três dias depois o outro teve o mesmo destino.

Por mais triste que seja enterrar duas pessoas queridas ao mesmo tempo, não resta dúvida de que esta foi a mais importante e impactante notícia do dia, mais ainda que as perspectivas de aumento de inflação, das mortes no trânsito e por balas perdidas, das manifestações de grande líderes mundiais.

A maioria vai achar que se tratou de mera coincidência e eu, que não acredito em destino, sinto que nesse caso Deus, com sua mão misericordiosa atuou decisivamente para cumprir a vontade de duas pessoas que se amavam e não suportavam a ideia de viver sem a outra.

Já tinha ouvido histórias de pessoas que morriam de morte natural dias depois da morte do amado, por pura tristeza, mas com a diferença de duas horas, não.  

O amor é vida, é luz, é compreensão, é convivência e, principalmente, parceria. É fácil conviver em momentos de alegrias e é comum que um abandone o outro quando esse é vítima de doença grave.

O amor resiste, persiste, acredita que vale a pena a dedicação ao outro, não porque se obterá alguma vantagem, mas porque é isso que o coração determina. Mesmo ante a certeza da morte do outro, o amor não renuncia a sua missão de continuar parceiro. Não por imposições sociais ou morais, mas por escolha.

Havendo amor, só a morte pode nos separar, ou talvez nem ela!

Por isso é que digo que ao lindo casal que viveu junto durante 66 anos e morreu junto, numa prova extraordinária de amor eterno, fica nosso carinho.

Que Deus, que sempre os iluminou, receba-os com amor, na grandeza de Sua glória. 

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1 comentário

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Uma resposta para “ATÉ QUE MORTE NOS SEPARE

  1. Jane Maria Cavalheiro de Farias

    Belíssima História de amor eterno, do casal, me fascinou, quando li no jornal. Embora eu não acredite que se repita. Vemos casais morrendo juntos por outros motivos, mas assim naturalmente e juntos é a primeira que leio.

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