LIMITES AO PROTESTO

            O país acaba de tomar conhecimento de um episódio grave ocorrido no Rio de Janeiro, quando um artista plástico, encontrando o Prefeito da cidade em um restaurante com a esposa e filhas, resolveu ofendê-lo, chamando-o de “bosta” e “vagabundo”.  Sentindo-se o herói da semana, saiu do restaurante e voltou, para repetir as ofensas, quando o Prefeito deu-lhe um soco, sendo contido por seguranças.

            O que fez o Prefeito? Publicou nota oficial pedindo desculpas por ter reagido. O que fez o artista plástico? Publicou notas nas redes sociais admitindo ter sido grosseiro e deseducado, mas, em momento algum, pediu desculpas a quem quer que seja!

            Não me parece que alguém, por mais razão eventual que tenha, esteja autorizado a interromper um almoço de família para xingar, ofender, agredir moralmente quem quer que seja. Não acho que as autoridades estejam imunes às críticas, mas o agressor deve saber que, mal ou bem, ele obteve a maioria dos votos da população do Rio de Janeiro e, assim, representa aquela comunidade. Só por isto, se não houvesse outras razões de cunho social, já lhe garantiria o respeito de todos.

            Não interessa se ele é um bom ou mau administrador, ele é o Prefeito, o Chefe do Poder Executivo. Tenho dúvidas se o cidadão poderia interromper um almoço de família para fazer críticas educadas e respeitosas acerca da administração, mas, tenho certeza, ofensas não cabem nunca.

            Imagina-se que um artista plástico esteja entre as pessoas sensíveis, mas parece que este não passa de uma pessoa grosseira, deseducada e incivilizada. Suas obras devem refletir este caráter!

            Pelo que se soube, as ofensas foram graves e reiteradas, não sendo exigível que o Prefeito, homem que é, as suportasse calado. Se exagerou na reação é porque defendia sua honra pessoal e de sua família. Admiro-o ainda mais por ter se desculpado frente à sociedade, mas eu não sei se faria o mesmo.

            Não estou advogando a violência física, mesmo frente a ofensas tão graves como as relatadas, mas as pessoas devem estabelecer limites ao direito de protestar politicamente.

            Não sendo assim, cada vez que discordássemos de um administrador, poderíamos até mesmo matá-lo, como ocorria corriqueiramente nas sociedades primitivas e ainda ocorre em sociedades doentes, eventualmente.

            Respeito é bom e todo mundo gosta.

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