SALVE, JAQUE!

 

Poucas professoras representam tão bem o interesse pela educação como a Professora Jaqueline Barcelos, do Colégio Centenário, onde leciona há tanto tempo que se confunde com aquelas paredes que testemunharam as maiores alegrias e satisfações que um pai podia obter.

Tenho cinco filhos, um com 32 anos e advogado de sucesso há pelo menos 8 anos, outra advogada, outra enfermeira, mais um estudante de direito e desenho industrial e direito e a mais jovem estudante de direito. E todos eles foram alunos da Jaque. Isto sem contar duas sobrinhas, uma advogada e colega de escritório e a outra estudante de fisioterapia.

Todos amam a Jaque, como eu e minha esposa, e a comunidade escolar.

Também poucas pessoas defendem tanto a liberdade de pensar e externar seus sentimentos, poucas foram tão interessadas e carinhosas com as crianças, poucas foram tão respeitosas ao ser humano e aos seus direitos, como a Jaque!

Ela é especialíssima em nossas mentes e em nossos corações.

Por tudo isto é uma barbaridade que algumas pessoas, absolutamente desprovidas de conhecimento de sua trajetória e do trabalho incrível que sempre desempenhou em prol da educação e da liberdade possam agredi-la com palavras desrespeitosas, baseadas em informações falsas e preconceituosas.

Temos a absoluta certeza que a instituição Colégio Centenário e sua democrática direção não se deixará influenciar por manifestações raivosas de pessoas despreparadas e desinformadas.

A atividade de promover julgamentos de personagens históricas sempre foi feita com a maior liberdade, e os alunos são sorteados para acusar ou defender. Espera-se deles, é claro, que independente do acusado ser Jesus Cristo ou Hitler, que cumpram com seu papel na representação, e bem.

O resultado do “julgamento” não implica em aprovação ou reprovação de atos praticados pelo “acusado”, mas apenas um momento de definição do exercício de argumentação, que pode ser pela condenação ou pela absolvição.

Ou seja, quem defende Hitler não está, necessariamente, concordando com o que ele fez, apenas cumprindo uma tarefa escolar no sentido de aumentar seu espírito crítico, tão necessário para a vida que vai enfrentar depois de formado.

Afinal, o lema do Centenário não é “educar a mente a pensar, o corpo a agir e o coração a sentir”? Que tipo de profissional crítico, quer o Colégio? Alguém que pensa e que, naturalmente, expressa sua forma de pensar, mesmo que apenas para cumprir uma tarefa escolar.

Ou seja, a dita “absolvição” de Hitler não significa que a Jaque, que apenas promoveu o debate, o que é de sua obrigação, seja nazista, como alguns idiotas estão dizendo, muito menos que os alunos concordem com Hitler.

Jaque, nós te amamos e te absolvemos, até porque não cabe contra ti nenhuma acusação, só elogios. E olha que quem fala isto sabe o que diz pois, afinal, acusou milhares de pessoas durante trinta anos.

Receba nosso carinho e nosso apoio.

Salve, Jaque!

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4 Comentários

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4 Respostas para “SALVE, JAQUE!

  1. Todos amamos, ela além de professora é uma mãe de coração para todos nós, e concordo com tudo que você disse, creio que explicou muto bem tudo sobre o nosso júri.

  2. Matheus Barin

    vamos até o fim pela professora Jaqueline ,você falou tudo sobre ela e sobre o júri simulado.

  3. Jaqueline Antonello Barcellos

    À Família B. Castro,

    Como agradecer pelas palavras, pelo apoio, pela amizade.
    É um momento delicado, instável, o que deveria ser um trabalho de sala de aula transformou-se em ofensa a algumas pessoas, e, sem maiores esclarecimentos foram à imprensa criticar, sem que as conseqüências fossem consideradas.
    Com o coração mais leve nós concluímos a leitura de uma defesa baseada em fatos, não em deduções, de palavras sustentadas pela construção de trabalhos de júri simulado na casa de vocês, tendo os seus filhos como protagonistas.
    Obrigada pela atenção, pela força, pela paz a minha alma.

    Jaqueline, Luiz Antônio, Vinicius e Giovani Barcellos.

  4. Valentina Lago Aragones

    Nunca fui aluna da Professora Jaqueline,mas assim como ela tem um carinho enorme por mim,tenho por ela.Além de professora é uma mãe de coração para todos nós.Uma profissional como ela que a 20 anos faz o Júri Simulado em sala de aula,não deveria ser julgado de tal forma e nem ser chamada de nazista,isto é um caso que o Colégio Centenário deveria ter visto com mais calma antes de julga – lá,mas não eles deram mais valor para o “status” que eles tiveram na nota do jornal que falava sobre o colégio,isto simplesmente rebaixou a instituição.Amo o Colégio Centenário mas o rumo que este está tomando com novas coordenadoras,não está agradando a ninguém!

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