OUVIR ORISTELA ALVES

Há anos ouço Oristela Alves, a grande dama da música nativista gaúcha e nunca canso de me maravilhar com a qualidade de sua voz, com o seu bom gosto, a sua sensibilidade em escolher o quê existe de melhor para nos presentear.

Por obra e graça de minha linda e talentosa filha, estabeleceu-se uma relação de enorme carinho com esta grande artista que é Oristela, e estamos tendo oportunidade de conhecer a pessoa extraordinária que ela é.

Oristela tem uma voz clara, limpa, segura, brilhante. Não apenas canta as músicas, mas as interpreta com a alma, com o coração, com o amor.

Não sei qual a ligação dela com as coisas do campo, mas parece que ela está integrada de tal forma a este ambiente que nunca saiu de lá. E mais, tem uma capacidade incrível de nos devolver ao ambiente rural ou, para aquele que nunca viveu no interior, transportá-los para lá.

Apesar de ter nascido em pequena cidade de interior, nunca tive vivência permanente com o meio rural, mas apenas eventualmente, quando passava alguns dias de férias em casas de amigos e parentes. Mas a Oristela consegue me fazer pensar que nasci em área rural, vivi e nunca saí de lá, que sei tudo sobre agricultura, criação de gado, nadar nos rios, comer fruta no pé, ser um campesino.

Oristela é a essência da mulher rural gaúcha plenamente integrada às cidades, saudosa da vida no campo, mas ciente das necessidades reais da dita “civilização urbana”. É uma guerreira de dois tempos e dois espaços, todos fazendo parte de sua música, de sua voz, de seu timbre, de suas emoções.

O último disco de Oristela, que ela carinhosamente presenteou à minha filha, cantora iniciante, foi simplesmente roubado por mim, e faz parte de minha trilha sonora. Perdi a conta de quantas vezes ouvi, e não me canso.

Basta ouvir Oristela cantando Dom Zorrilho, Comunicado, Galopada e outras pérolas (tipo Morte de Gaudêncio Sete Luas) para a gente sentir que faz parte desta terra chamada Rio Grande do Sul e desejar que voltem aqueles tempos lindos da Califórnia da Canção Nativa e do Minuano da Canção para sentir saudade de um tempo bom, sonoro e altaneiro, em que realmente sentíamos orgulhos de ser gaúchos.

Obrigado, Oristela, por me emocionar.

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