EU CHAMO A POLÍCIA

         As instituições públicas de segurança de Santa Maria, se comparadas com outras de cidades maiores, tem se destacado positivamente no trabalho essencial de, além de investigar os delitos ocorridos, trabalhar para reduzir as ocorrências.

Enquanto cidades como Caxias do Sul  já tinham alcançado a triste cifra de quase cinquenta homicídios, Santa Maria comemorava  índice cinquenta por cento inferior.  O ideal seria zero, mas este é um sonho possível para um  futuro distante.

É evidente que nem tudo tem a ver com a atividade das autoridades de segurança, mas elas são, sem sombra de dúvida, as principais responsáveis pela queda significativa dos delitos.

Diga-se, a bem da verdade, que entre as autoridades de segurança estão a Polícia Civil, a Brigada Militar, o meu sempre amado e idolatrado Ministério Público, e, nos últimos dias, a Guarda Municipal.

Nossa sociedade não é perfeita, pois já tivemos momentos de grandes impactos, com delitos graves em áreas centrais que despertaram a cidade para a necessidade de unir esforços no sentido de evitar os crimes, com a instalação de câmeras nas áreas centrais, no treinamento de Guardas Municipais, em funcionamento de grupos temáticos de discussão de soluções, de combate ao vandalismo, de campanhas contra o uso abusivo de álcool e outras drogas, etc.

Alguns preferem enxergar apenas os defeitos, pois estes efetivamente existem, os erros, que são evidentes e graves, as faltas, que não param de ocorrer. Outros acham que se armando e reagindo, mesmo ante a improvável possibilidade de abater o criminoso suicida e disposto a tudo, vão assumir o controle de sua segurança, o que é respeitável, mas extremamente perigoso.

Não tenho, infelizmente, 12 anos de idade, de forma que não posso me dar o luxo de ser ingênuo e, tenho certeza, não o sou. Trabalhei trinta anos em atividades de controle da legalidade de atos de natureza administrativa e criminal, e sei muito bem que erros ocorrem, crimes são cometidos, improbidades são constatadas, mas eu acredito nas autoridades de segurança.

Me nego a cerrar fileiras entre aqueles que, sem conhecimento total das atividades das autoridades de segurança ou prenhes de má vontade para com elas, preferem acreditar que o criminoso vai ditar os rumos da sociedade.

Eu sempre preferi chamar a polícia e acreditar nas autoridades.

Não é agora que eu chamaria o ladrão.

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2 Comentários

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2 Respostas para “EU CHAMO A POLÍCIA

  1. PAULO ROBERTO ZANCAN -COMISSÁRIO DE POLÍCIA APOSENTADO

    Parabéns pelas palavras digitadas pois elas bem representam a sua sabedoria acerca do assunto. O pouco tempo que trabalhei na PC em Santa Maria aprendi muito com seu exemplo de homem público competente e probo. A minha Polícia Civil e a co-irmã Brigada Militar, tem homens honrados em sua fileiras que não medem esforços no sentido de dar uma melhor condição de vida as pessoas.

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