ADVOCACIA: FUNÇÃO ESSENCIAL À JUSTIÇA

 

         Entre 1980 e 1982 exerci, com muitas dificuldades, mas com muito orgulho, a profissão de advogado e, pretensiosamente acho que, apesar da pouca grana, o que não faltou foi gana e honestidade.

         Neste período prestei concurso para Promotor de Justiça, sendo aprovado e assumindo dia 6 de abril de 1982. Tendo-me aposentado em dezembro de 2011, por uma feliz coincidência, minha nova carteira de advogado foi expedida dia 6 de abril de 2012, exatamente trinta anos depois de ter assumido como Promotor de Justiça.

         Mais uma vez, pretensiosamente, entendo que exerci minhas funções públicas com gana e com honestidade, tendo cumprido uma etapa fundamental de meu aprendizado jurídico e de vida. Saí chorando, mas de cabeça erguida e continuando amando e respeitando o MP, até que a morte nos separe.

         Agora, como advogado reiniciante, estou me organizando para prestar um serviço importante, necessário e absolutamente legal, na defesa de interesses privados, assim como defendi por trinta anos os interesses públicos.

         O exercício da advocacia é tão relevante quanto a Magistratura e o Ministério Público, estando colocada na Constituição Federal como uma das “funções essenciais à justiça”, sendo definido como “indispensável à administração da justiça”.

         Preparei-me para esta mudança e estou plenamente ciente das dificuldades para adaptar minha visão do direito, mas tenho certeza que posso servir a sociedade como advogado tão bem quanto servi como agente público.

         O exercício da advocacia é um freio necessário à atuação do Estado, uma vez que a sociedade nada mais é do que a soma dos legítimos interesses dos indivíduos. Sem o controle social, o Estado tende a abusar de seus poderes.

         Nunca me senti incomodado pela atuação dos advogados, de forma que hoje me sinto absolutamente a vontade para reiniciar o que já fiz, com honestidade, há trinta anos, antes de assumir como Promotor de Justiça.

         Boa parte dos Magistrados e dos Promotores de Justiça atuaram como advogados antes de assumirem a função pública e a maioria voltará a advogar depois de aposentados, de forma que esta é uma opção legal, legítima e óbvia, pois, afinal, é o que melhor sabemos fazer.

         Assim, exercerei minha retomada profissão de advogado com o mesmo amor e responsabilidade com que atuei como agente público.

         Prometo!

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1 comentário

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Uma resposta para “ADVOCACIA: FUNÇÃO ESSENCIAL À JUSTIÇA

  1. marcia rocha

    BOA. para bom entender meia palavra ou artigo inteiro bastas

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